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10 de Setembro de 2010

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Plataforma portuguesa das ONGD
É membro da coalizão regional
A Plataforma pretende ser um elo de ligação entre as ONGD, a sociedade civil, os órgãos de soberania e outras instituições, como o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e a confederação Europeia das ONGD de Emergência e Desenvolvimento (CONCORD) com vista a potenciar as suas acções num mundo cada vez mais globalizado e carenciado de solidariedade. A Plataforma tem como objectivos: promover modelos de desenvolvimento sustentado e integrado no estrito respeito pelos Di...

Documentos de posição comum assinados pela Plataforma

Documentos publicados pela Plataforma

Apresentação
Estatutos Legais :
Lei 66/98 de 14 de Outubro
Abreviação : Plataforma ONGD
Data da criação : 1999-11-13
Número de associadas : 59
A Plataforma pretende ser um elo de ligação entre as ONGD, a sociedade civil, os órgãos de soberania e outras instituições, como o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e a confederação Europeia das ONGD de Emergência e Desenvolvimento (CONCORD) com vista a potenciar as suas acções num mundo cada vez mais globalizado e carenciado de solidariedade. A Plataforma tem como objectivos: promover modelos de desenvolvimento sustentado e integrado no estrito respeito pelos Direitos Humanos; acompanhar e influenciar a concepção, a execução e a avaliação das políticas de Desenvolvimento e de Cooperação a nível nacional e internacional; Propor, incentivar e defender medidas económicas, comerciais e financeiras que respeitem os interesses das populações dos países do Sul e do Norte; Sensibilizar a opinião pública, os decisores e os governos para a urgência de promover um desenvolvimento equitativo e participativo, aos níveis local, nacional, regional e mundial; Facilitar a reflexão e o debate das ONGD sobre áreas temáticas, geográficas e técnicas no âmbito do Desenvolvimento e da Cooperação, bem como desenvolver acções de formação; Contribuir para o desenvolvimento institucional e para o reforço da capacidade de intervenção, assim como para o reconhecimento do direito de participação, do sector não-governamental e da sociedade civil dos países do Norte e do Sul; Desenvolver todos os esforços no sentido de aumentar o grau de representatividade do movimento das ONGD, como parte activa da sociedade civil;
Caráter e descrição dos serviços às associadas
Comunicação / Informação
Newsletter, site, e-mails informativos, centro de documentação
Treinamentos
Sessões de formação e divulgação; promoção da informação em website e newsletter
Parceiros
Reuniões periódicas com autoridades públicas
Apoio logístico
Disponibilização de sala para reuniões de grupos de trabalho
Reforço do potencial das associadas
Divulgação de financiamentos, concursos, etc
Conselho legal
Não
Atividades de representação de ONGs
Sim
Apoio no gerenciamento dos recursos humanos
Não
Outros
Orçamento e fundos
Orçamento anual : Em moeda nacional : "
Em euros : 80 000 €
Comentário :
Fonte dos fundos  
Valor total da anuidade para uma ONG associada :
325€
Parceiros:
20 %
Percentagem da contribuição do governo :
Nacionais : 60 %
Internacionais : 0 %
Outras fontes de fundos (ONGs internacionais, parceiros privados, outros) :
20 %
Percentagem das anuidades no orçamento total


Informação de Contacto do Conselho de Diretores/as
Sobrenome Nome E-mail Id
e-mail
Função Instituição fonte telefone
Hermínia Ribeiro
IMVF
João Rabaça
TESE
Marta Alter
MONTE
João Martins
ADRA
Paula Fernandes
MDM
Informação de Contacto dos Recursos Humanos
Sobrenome Nome E-mail Id
e-mail
Função
Área(s) de interesse (assuntos, locação geográfica…)
Salariado/a o voluntariado/a
César Neto
cesar.neto@plataformaongd.pt

Salari
Ana Resende
ana.resende@plataformaongd.pt

Salari
Ana Teresa Santos
ana.santos@plataformaongd.pt

Salari
Pedro Cruz
pedro.cruz@plataformaongd.pt

Salari
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- français :Cadre légal*

 

 1 - Cadre juridique

 

La liberté d’association est garantie par l’article 46 de la loi constitutionnelle du 8 juillet 1989 :

 

« 1. Les citoyens ont le droit de constituer des associations, librement et sans qu’il soit nécessaire de demander une autorisation, sous réserves qu’elles n’incitent pas à la violence et que leurs buts ne soient pas contraires à la loi pénale.

2. Les associations poursuivent librement leurs objectifs sans ingérence des pouvoirs publics. Elles ne peuvent être dissoutes et leurs activités ne peuvent être suspendues par l’État que dans les cas prévus par la loi et en vertu d’une décision judiciaire.

3. Nul ne peut être contraint de faire partie d’une association ni être forcé, par quelque moyen que ce soit, d’y rester.

4. Les associations armées ou de type militaire, militarisées ou para-militaires, ainsi que les organisations racistes ou qui se réclament de l’idéologie fasciste sont interdites. »

 

La loi « relative au droit des associations » du 7 novembre 1974 constitue le cadre juridique applicable aux associations.

 

 

 2 - Droit des associations

 

La loi « relative au droit des associations » du 7 novembre 1974, fondée sur le principe déclaratif, distingue les associations à but lucratif et à but non lucratif.

 

Les premières bénéficient d’un régime juridique spécial intégré à celui des sociétés commerciales. 

 

Les secondes doivent authentifier, par acte notarié, l’acte de constitution afin d’obtenir la personnalité juridique. L’acte de constitution doit spécifier les ressources, la dénomination, le but, le siège et arrêter les statuts. Ceux-ci définissent les droits et obligations des membres ainsi que les règles de dissolution et de dévolution du patrimoine. Les statuts sont ensuite déposés auprès du Gouverneur civil et auprès du Ministère public. La publication d’extraits du titre constitutif au Journal Officiel est requise. Elle a pour seul effet l’opposabilité aux tiers puisque la personnalité juridique naît lors de l’enregistrement notarié de l’acte de constitution et des statuts.

 

Il n’y a pas de restrictions à la participation d’étrangers à des associations portugaises. Lorsque celles-ci ont pour objet la protection de travailleurs d’immigrés, l’enregistrement des statuts revient au Haut Commissariat pour l’Immigration et les Minorités ethniques, organisme placé sous l’autorité du Premier ministre et plus particulièrement chargé de la politique d’intégration.

 

 

 3 - Autres formes juridiques

 

Associations civiles religieuses

Dotées de la personnalité juridique, elles sont inscrites sur un registre ad hoc du Ministère de la Justice. Les confessions autres que l’Église catholique sont, pour la plupart, placées sous ce régime d’association.

 

Fondations 

 Elles sont instituées par acte notarié entre vifs ou par testament. L’acte constitutif doit spécifier l’objectif d’intérêt social poursuivi et les ressources disponibles. Elles peuvent être reconnues d’utilité publique, ce qui est le cas d’environ 300 d’entre elles. S’il n’y a pas de montant minimum de capital exigé par la loi, il doit être suffisant au regard des objectifs poursuivis par la fondation, ce motif pouvant être retenu pour refuser la reconnaissance de celle-ci.

 

« Institutions particulières de solidarité sociale »

D’utilité publique par définition, elles relèvent du Ministère de l’Emploi et de la Solidarité. Celui-ci les subventionne selon un programme de coopération défini annuellement. Elles sont plusieurs milliers qui se divisent en trois catégories : associations privées d’aide sociale, sociétés de secours mutuel et « miséricordes » (à l’origine gérée par des congrégations religieuses, elles bénéficient aujourd’hui d’un statut particulier proche de celui des organismes publics).

 

Organisations Non Gouvernementales de l’environnement (ONGA) et les Organisations Non Gouvernementales de Développement (ONGD)

Les premières sont régies par la loi 35/98 du 18/07/98 ; tandis que les secondes le sont par la loi 66/98 du 14/10/98, laquelle exclut toute association poursuivant un objectif lucratif, syndical, politique ou religieux.

 

Syndicats

L’article 54 de la Loi Constitutionnelle prévoit que les travailleurs ont le droit de s’associer pour défendre leurs intérêts.

 

 

 4 - Reconnaissance d’utilité publique

 

Le gouvernement peut reconnaître l’utilité publique de certaines associations et fondations « poursuivant des buts d’intérêt général » et « coopérant avec l’administration centrale ou locale ».

 

Il existe deux procédures de reconnaissance d’utilité publique :

 

La procédure générale

Elle n’est ouverte qu’après 5 années d’existence. La demande doit être adressée au Service d’appui technique de la Présidence du Conseil, service juridique chargé en outre du contrôle de l’ensemble des textes législatifs et réglementaires élaborés par les différents ministères avant leur transmission au Parlement et leur publication au « Diario da Republica ». Cette procédure prend de 4 mois à 2 ans.

 

La procédure dite de reconnaissance normative

La demande peut être introduite auprès des Ministères de l’Administration interne, de l’Emploi et de la Solidarité, et des Affaires étrangères. Elle est examinée en Conseil des Ministres. Plus rapide, elle est réservée aux institutions les plus importantes.

 

La déclaration d’utilité publique est publiée gratuitement au Journal Officiel et portée sur le Registre des personnes morales d’utilité publique (Décret-loi 460/77 du 7 novembre 1977). Les organisations élues sont tenues de présenter chaque année leurs comptes au Service technique de la Présidence du Conseil et de répondre aux demandes d’informations complémentaires éventuelles. Environ 2 000 institutions bénéficient de cette reconnaissance.

 

 

 5 - Fiscalité

 

Les associations reconnues d’utilité publique bénéficient d’exemptions fiscales : la T.V.A. et l’impôt sur le revenu (IRC) dans certains cas, la contribution autarcique (taxe municipale sur les immeubles), les taxes sur la télévision et la radio et la taxe sur la réalisation de spectacles publics.

 

Les associations publiques administratives ayant des fins scientifiques, de charité, d’assistance, de bienfaisance ou de solidarité sociale sont exemptées d’impôts sur le revenu (Loi n°10-B/96 du 23 mars 1996). Les associations privées culturelles, récréatives ou sportives en sont également exonérées si leur but est non lucratif et qu’elles remplissent plusieurs conditions : ne pas distribuer les excédents d’exploitation et qu’aucun membre n’ait un intérêt, de manière directe ou indirecte, aux résultats de l’activité ; que les fonctions exercées au sein de l’association le soient à titre gratuit ; que l’association dispose d’une comptabilité et d’écritures reprenant l’ensemble des activités ; et que le résultat brut des activités commerciales ne dépasse pas 6 250 €uros. Au delà de cette somme, les associations sont soumises au taux de 20 % sur l’ensemble de leurs activités (Loi n°52-C/96 du 27 décembre 1996). Sont exclues du champ de l’IRC, les cotisations et subventions destinées à financer la réalisation des buts statutaires.

 

En application de la sixième directive européenne du 17 mai 1977, les associations peuvent bénéficier d’exonérations « en faveur de certaines activités d’intérêt général. » Les associations sont assujetties à la contribution locale sur la valeur des immeubles possédés dans une commune.

 

Les dons « d’intérêt public » des personnes physiques sont déductibles de leur revenu imposable dans la limite de 15 % de leur montant. Pour les personnes morales, les dons aux associations culturelles sont déductibles de leur bénéfice imposable jusqu’à 2 % du chiffre d’affaires dans leur totalité et 50 % au-delà. La mise à disposition d’immeubles entraîne exemption de la « contribution autarcique. »

 

 

 6 - Associations de droit étranger

 

Selon l’article 14 du décret du 7 novembre 1974, les associations légalement constituées à l’étranger sont reconnues au Portugal si elles remplissent les conditions prévues pour les associations nationales. Elles sont soumises à la législation portugaise pour ce qui est de leur activité sur ce territoire.

 

Par ailleurs, le Portugal ayant ratifié la Convention du Conseil de l’Europe sur la reconnaissance de la personnalité juridique des organisations internationales non gouvernementales et l’ayant introduite en droit interne dans une loi du 24 mai 1994 relative aux OING de développement, l’utilité publique internationale des associations étrangères peut être reconnue par le Ministère des Affaires étrangères, après que l’ONG a répondu à un questionnaire accompagné de ses statuts. Une fois la reconnaissance obtenue, la décision, visée par le Premier ministre, est publiée au Journal Officiel. L’ONG reçoit alors une lettre lui confirmant son inscription au Registre des organisations non gouvernementales de coopération pour le développement.

 

 

 7 - Relations Etat/monde associatif

 

Aucun contrôle autre que fiscal – réalisé annuellement – n’est organisé par l’Etat après l’enregistrement de l’association. L’État ne dispose pas du pouvoir de dissoudre une association, qui appartient à ses membres et au juge (qui peut l’exercer par exemple en cas d’insolvabilité).

 

L’État peut octroyer des subventions. La création des statuts d’ONGD et d’ONGA a marqué son souci de resserrer ses liens avec le secteur associatif dans certains secteurs. Une dizaine d’ONGD joue un rôle de tout premier plan dans le domaine de l’aide humanitaire : AMI, OIKOS, CIDDAC par exemple.

 

Certaines associations peuvent se voir attribuer par la loi un rôle de service public. C’est par exemple le cas des associations d’accueil des réfugiés qui agissent par délégation de service de l’État pour l’accueil et la défense de ces personnes.

 

 8 - Caractéristiques principales de la vie associative

 

Le mouvement associatif, ancien et dynamique, est fondé le plus souvent sur des structures de petite taille. Il est très éclaté et divers, même s’il joue un rôle important en matière sociale, éducative, sportive et culturelle. La plate-forme des ONGD, plus structurée, regroupe les principales associations du secteur de la coopération internationale.

 

Les fondations jouent un rôle fondamental dans la société portugaise. Certaines disposent de moyens financiers très importants, en particulier la Fondation Gulbenkian, qui intervient dans les domaines tant social que scientifique ou culturel, et est un interlocuteur privilégié de la puissance publique. Il en est de même de la Fondation Champalimaud créée en 2005, dont l’objet est l’aide aux projets de recherche en matière de santé.

 

 

 9 - Adresses utiles

 

Plate-forme nationale des ONGD

Rua da Madalena, n°µ 91 – 2è Esq.

1100-319 Lisboa

Tél. : (+ 351) 21 887 22 39

Fax : (+ 351) 21 887 22 41

Courrier électronique : info@plataformaongd.pt

Site Internet : www.plataformaongd.pt

 

Comité de Liaison des ONG

Rua de Santiago, 9

1100 Lisboa

Tél. : (+ 351) 886 81 34

Fax : (+ 351) 888 02 37

 

  • Portugal

    Capital: Lisboa

    População: 10 605 870 hab.

    Área: 92 391 km²