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4 septembre 2010

Saúde

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Três das oito metas do milênio para o desenvolvimento têm como tema a saúde. A importância dos atuais desafios que dizem respeito à saúde foi claramente descrita no relatório de 2007 sobre as metas do milênio para o desenvolvimento.

De acordo com esse relatório:

Mais de um milhão de mulheres ainda morrem todos os anos em decorrência de complicações, durante a gravidez ou parto, que poderiam ser cuidadas e evitadas. A probabilidade de uma mulher morrer nessas condições é de 1 em 16 na África subsaariana, enquanto que no países desenvolvidos essa probabilidade é de 1 em 3 800 mulheres.

Se a atual tendência se confirmar, a meta de redução pela metade do número de crianças nascidas com baixo peso não será alcançada (com um excedente de 30 milhões de crianças), devido principalmente à lenta progressão na Ásia do Sul e na África subsaariana.

O número de vítimas da Aids no mundo aumentou para 2,9 milhões em 2006, e as medidas de prevenção não conseguem acompanhar o ritmo de progressão da epidemia. Em 2005, mais de 15 milhões de crianças havia perdido um de seus pais, ou os dois, em decorrência da Aids.

Metade da população dos países em desenvolvimento não tem acesso a saneamento básico. Para alcançar o objetivo fixado pelos OMD, um total 1,6 bilhões de pessoas passará a ter acesso a um sistema de saúde, entre 2005 e 2015. Se a tendência vigente desde 1990 se confirmar, é provável que a meta não seja atingida pelo equivalente a 600 milhões de pessoas.

Durante a cúpula do G8 ocorrida na Alemanha em junho, os dirigentes to G8 anunciaram um aumento de cerca de 60 bilhões de dólares na ajuda ao combate a HIV/Aids, tuberculose e malária; quantia que segundo a OXFAM representa um uma ajuda suplementar de apenas 3 bilhões de dólares até 2010.

Como disse Ban Ki Moon, o mundo não quer novas promessas. É imperativo que todas as partes envolvidas respeitem os compromissos feitos durante a Declaração do Milênio, na Conferência de Monterrey sobre o Financiamento do desenvolvimento em 2002 e durante a cúpula mundial em 2005.

Assim como a sociedade civil, o programa de Diplomacia Não-Governamental é fortemente ligado ao cumprimento desses compromissos com vista à melhoria da saúde de pessoas em situação de pobreza.


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