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11 de Março de 2010
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 Mudanças climáticas

Definição

A crise climática está verdadeiramente nos afetando. O nível atual de concentração de gases de efeito invernadeiro (380 ppm dióxido de carbono equivalente) poderá rapidamente ultrapassar a preocupante marca de 450 ppm, o que significará um aumento de 2°C na temperatura. Um aumento superior a 5°C corresponderá à mudança climática experienciada desde a última era glacial. Exceder essa marca poderá causar efeitos irreversíveis sobre o ecossistema, os recursos hídricos e os alimentos, o litoral e a saúde. Os países em desenvolvimento e os países menos avançados (PMAs/LDCs) são os mais vulneráveis às mudanças climáticas. Estes já sofrem os efeitos dos choques climáticos – seca, inundações e tempestades – ainda que não se tenha certeza de que esses efeitos se devem à mudança climática. Esses choques climáticos vêm exacerbar as fragilidades econômicas, sociais, políticas e ambientais existentes. Por exemplo, a mudança climática é uma questão «de vida ou morte» nas ilhas do Pacífico. As populações dos atois de baixa altitude enfrentam uma situação dramática, uma vez que terão obrigatoriamente que se deslocar, como consequência dos efeitos da mudança climática. A população das ilhas do Pacífico chega a aproximadamente 8 milhões. As observações científicas são claras, mas as autoridades policiais ainda não fizeram o levantamento. Que é urgente agir para estabilizar essa situação climática a longo prazo já está provado. É uma questão de justiça para a humanidade, assim como para o meio-ambiente. É uma questão de reconhecimento da Dignidade da Humanidade. Os esforços ambiciosos para atenuar as mudanças climáticas e adaptar-se (redução das emissões de gás de efeito invernadeiro e sequestro de carbono) são necessários.

Debates

Com a 13ª Conferência das Partes (COP 13) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (3 a 15 de dezembro de 2007, em Bali), um novo período de negociações foi iniciado para permitir a implementação total, efetiva e sustentável da Convenção a longo prazo, através das ações de cooperação, de agora até 2012 e a fim de chegar a um acordo e tomar uma decisão na sua 15ª sessão, em Copenhagen (dezembro de 2009). Esse acordo será baseado em cinco pilares: visão compartilhada, redução de emissões (ou mitigação), adaptação, financiamento e transferência de tecnologia.

O plano de ação de Bali representa um progresso considerável, pois ele inclui os países em desenvolvimento nas negociações para definir os compromissos futuros e ações de redução para o período após 2012. Entretanto, até o momento os países industrializados têm estado divididos quanto aos objetivos a serem esperados para o segundo período de engajamento do Protocolo de Kyoto, após 2012. Além da União Europeia, poucos países desenvolvidos anunciaram objetivos ambiciosos de redução de GHG. Isso está sendo muito criticado pelos países em desenvolvimento, que têm continuamente repetido nos vários encontros que seu engajamento estava condicionado aos níveis de redução absolutos e obrigatórios dos países industrializados. Além do mais, os países desenvolvidos ainda não forneceram informaçoes e cifras sobre o seu suporte financeiro aos países em desenvolvimento. A divisão Norte-Sul ainda existe. Faltam menos de seis meses para a Conferência das Partes na Convenção e para o Protocolo para se chegar a um acordo fundamentado no texto das negociações publicadas em junho.

A posição OSCs do Pacífico na mudança climática concerne os cinco pilares do plano de ação de Bali (PAB), a saber:
- Adaptação
- Mitigação
- Transferência de tecnologia
- Os mecanismos de financiamento As OSCs pedem às lideranças do Fórum do Pacífico que se comprometam com as seguintes questões:
- Propor um acordo que seja ambicioso e visionário para a Conferência das Partes (COP15) na Dinamarca em dezembro de 2009;
- Demonstrar à comunidade internacional a necessidade urgente de fixar um limite ambicioso às emissões de gás de efeito invernadeiro para proteger nosso meio ambiente, e para garantir a saúde e o bem-estar das populações do Pacífico;
- Aproveitar a oportunidade estratégica do COP15 para negociar um “assentamento justo” para as populações do Pacífico afetadas pelas mudanças climáticas;
- Considerar a questão da inclusão do “direito integral à assentamento” para os refugiados no corpus jurídico dos direitos do homem e no direito internacional, com vistas a um engajamento mais forte e exigente da parte de todos os Estados.

Negociações

As negociações acontecem continuamente:
- Entre os OSCs em nível nacional e regional; entre OSCs individuais e seus respectivos governos
- Forum dos Líderes das ilhas do Pacífico e OSCs regionais
- Forum das ilhas do Pacífico e parceiros internacionais
- Associação de Estados de pequenas ilhas (AOSIS, Association of Small Island States)
- União Europeia: Conselhos da UE de « Meio Ambiente », « Econômico e financeiro », « Assuntos gerais», Parlamento Europeu.
- Grupo piloto sobre o financiamento para o desenvolvimento
- CAN Internacional / CAN Europa
- Um documento de posicionamento de 7 páginas foi redigido pelo Grupo de trabalho « Mudança climática e desenvolvimento » da CONCORD. Esse grupo pressionou a UE a adotar uma posição ambiciosa, equilibrada e transparente sobre os principais temas em negociação.

Site de PIANGO, a plataforma das Ilhas do Pacifico.


 


Documentos de posição
Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climaticas (1 a 12 de dezembro 2008 em Poznan, Polônia)
Luta contra as mudanças climáticas e luta contra a pobreza são indissociáveis. Uma ação eficaz para reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa não pode ser considerada sem tomar em conta os desafios ligados ao desenvolvimento. A equidade deve estar ao centro do futuro regime climático pós-2012. Um novo acordo sobre o regime climático pós-2012 deve ser concluido ao fim de 2009 durante a Conferência de Copenhagen. Para conseguir isso, a Conferência de Poznán (COP14/MOP4) constitui uma date crucial na agenda. Para Coordination SUD e a Rede Ação Clima França, ela deve permitir de mandar sinais positivos à comunidade internacional para a organização do futuro regime climático pós-2012.


Documentos das Plataformas  
Documento de referência
“Que Nenhuma Ilha Fique Para Trás”
Le 9 de Dezembro de 2009, As OSC do Pacífico estão prontas para Copenhague ! Leia o documento de posição sobre mudanças climáticas elaborado pela Pacific Regional Non-Governmental Organisations Alliance e firmado por PIANGO.
Documento de referência
Delegação das ONGs associadas da Coordination SUD para a Cúpula de Copenhague
Le 7 de Dezembro de 2009, Desde 2007, as ONGs da Comissão Clima e Desenvolvimento da Coordination SUD tem participado nas diferentes Conferências das Partes da Convenção sobre a Mudança do Clima (Bali em dezembro de 2007 e Poznan em dezembro de 2008). Para a Conferência de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro de 2009, uma delegação de ONGs associadas da Coordination SUD seguirá a Cúpula climática e levará o documento de posição da Coordination SUD : « Perante o desafio climático, exijamos uma maior solidariedade internacional!».
Changement climatique
Document "Cap vers Copenhague"
Le 2 décembre 2009, Cette publication, à la laquelle Coordination SUD et plusieurs de ses membres ont collaboré, souhaite informer les citoyens sur les enjeux de la prochaine conférence internationale sur les changements climatique qui aura lieu cette année à (...)
Changement climatique
Lutte contre le changement climatique : l’horloge tourne - Retours sur la Conférence des Nations Unies sur le changement climatique
Le 2 décembre 2009, Les prévisions météorologiques sont de plus en plus exactes. On sait désormais prédire le temps qu’il fera demain avec une bonne certitude. Mais la grande avancée tient au fait qu’on peut prédire les conséquences du changement climatique en cours sans grande marge d’erreur.
Medio Ambiente
ACCIÓN Entregó Propuestas Sobre Cambio Climático y Participación de la Sociedad Civil en el Proceso Hacia Copenhague 2009
Le 13 de octubre de 2009, Álvaro Ramis, Presidente de la Asociación Chilena de ONGs ACCIÓN y Flavia Liberona, Directora Ejecutiva de Fundación Terram, en representación de la Comisión de Cambio Climático de ACCIÓN, entregaron propuestas a Ministra de Medio Ambiente Ana Lya Uriarte.
Documento de referência
Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climaticas (1 a 12 de dezembro 2008 em Poznan, Polônia)
Le 24 de Novembro de 2008, Luta contra as mudanças climáticas e luta contra a pobreza são indissociáveis. Uma ação eficaz para reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa não pode ser considerada sem tomar em conta os desafios ligados ao desenvolvimento. A equidade deve estar ao centro do futuro regime climático pós-2012. Um novo acordo sobre o regime climático pós-2012 deve ser concluido ao fim de 2009 durante a Conferência de Copenhagen. Para conseguir isso, a Conferência de Poznán (COP14/MOP4) constitui uma date crucial na agenda. Para Coordination SUD e a Rede Ação Clima França, ela deve permitir de mandar sinais positivos à comunidade internacional para a organização do futuro regime climático pós-2012.
Medio Ambiente
Conferencia de las Naciones Unidas sobre el cambio climatico (1° - 12 de diciembre de 2008, Poznan, Polonia)
Le 24 de noviembre de 2008, Lucha contra el cambio climático y lucha contra la pobreza son indisociables. Una acción eficaz para reducir las emisiones globales de gases de efecto invernadero no puede ser concebida sin tener en cuenta los desafíos relacionados al desarrollo. La equidad debe estar al centro del futuro régimen climático post-2012. Un nuevo acuerdo sobre el régimen climático post-2012 debe ser concluido a finales de 2009 durante la Conferencia de Copenhagen. Para llegar a ése, la Conferencia de Poznán (COP14/MOP14) constituye una fecha crucial en la agenda. Para Coordination SUD y la Red Acción Clima Francia, ella debe permitir mandar una señal positiva a la comunidad internacional para la organización del futuro régimen climático post-2012.