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Em parceria com
MESA de Articulación de Asociaciones Nacionales y Redes de ONG de América Latina y el Caribe

 Primeira reunião de trabalho : Exercício de Diplomacia Não Governamental Sobre Luta contra as Desigualdades

No dia 18 de novembre foi realizado em Bruxelas, no marco da Assembléia de CONCORD, a primeira reunião de trabalho sobre o exercício de diplomacia não governamental “Luta contra as desigualdades”. Os responsáveis pela impulsão desta iniciativa são a MESA de Asociaciones Nacionales y Redes de ONGs de América Latina y El Caribe e a plataforma chilena de ONGs ACCIÓN.

Para ACCIÓN e a MESA, abordar o debate da desigualdade significa agregar um componente político à discussão sobre pobreza e ampliá-lo para incluir temas como justícia tributária, mecanismos inovadores para o financiamento do desenvolvimento, crise financeira e Metas de Desenvolvimento do Milênio, entre outros.

A reunião foi uma primeira instância para iniciar um diálogo sobre estes temas entre as ONGs do Norte e do Sul e envolver novas plataformas. Os objetivos deste ateliê eram : - Apresentar o documento de exercício de diplomacia não governamental “Luta contra as desigualdades e a exclusão”. - Envolver ativamente organizações das diferentes regiões do mundo interessadas para realizar um trabalho de advocacy comum sobre este tema. - Acordar uma agenda de trabalho conjunta sobre a “Luta contra as Desigualdades”.

Após uma apresentação dos participantes, Álvaro Ramis, presidente de ACCIÓN, apresentou os principais elementos do primeiro documento elaborado pela MESA no ano passado, “Alternativas democráticas contra as desigualdades e as injustiças em tempo de crise global”. Alicia Sánchez, de ACCIÓN, explicou a metodologia da reunião e assinalou que a primeira parte procurava conhecer o olhar das diferentes plataformas presentes sobre a desigualdade e logo o intercâmbio dos elementos de agenda.

Desde uma perspectiva latinoamericana, Rubén Fernández, da CCONG-Colômbia e integrante da MESA, assinalou que “a desigualdade deveria ser um tema de cooperação. Não que estejamos contra as problemáticas de erradicação da pobreza, mas sim que tem que ir mais além. É todo o tema dos paises com renda média alta”. Momart Talla, presidente do CONGAD e do REPAOC, manifestou sua satisfação “pelo trabalho que foi feito por ACCIÓN e a MESA, mas é importante trabalhar com uma perspectiva internacional e não só latinoamericana. A luta contra a pobreza deve estar no coração das lutas contra as desiguadades”.

Os participantes propõem encaminhar o debate sobre a desigualdade para alguma das temáticas seguintes: trabalho decente, igualdade entre homens e mulheres, direitos das crianças.

Camilo Tovar, de ALOP, disse que “é importante ter em conta, para esta discussão, como é medido o desenvolvimento e como se está trabalhando o conceito de bem-estar desde Europa. Tem un conceito que vem da América latina, que é o bem-viver. Em setembro foi lançado na Europa um informe sobre novos indicadores para o desenvolvimento”.

Eduardo Sánchez, presidente da CONGDE-Espanha, adverte que no seu país não se trabalha sobre o paradigma da desigualdade, mas sim sobre temas concretos como: trabalho com enfoque de direitos humanos, trabalho decente. “Nos comprometemos a difundir este documento às associadas da CONGDE. Alguns destes temas tem sido nas Cúpulas Eurolatinoamericanas, etc. Na presidência europeia terá um esforço importante pela fiscalidade. Nos comprometemos a dar-lhe seguimento”.

Para os participantes é importante delimitar em quais âmbitos podemos mover e como atuar, por exemplo, mais além dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio; intercambiar mais informação entre o Norte e o Sul e exigir a participação da sociedade civil nos espaços onde são debatidos estes temas. Além disso, foi sugerido também vincular este debate sobre a desigualdade a outros processos onde a sociedade civil está pensando na eficacia da ajuda, no processo do Fórum Global e no Open Fórum.

Nesta reunião participaram: Eduardo Sánchez Jacob, Eduard Solar e Carlos Cabo (Coordinadora de ONGs de Desarrollo de España- CONGDE); Caroline Kroeker (World Vision); Priti Paratapati (CONCORD); Ria Hubman (Hibos/Eurostep); Momar Talla (Congad, Repaoc, África); Alexandre Tiphagne (Coordination SUD-França); Tete Benissan (Repaoc, África); Björn Lindh (Concord Suécia, Centro Cooperativo Sueco); Cinzia Squarcia (Solidar); Camilo Tivar (ALOP); Rubén Fernández (CCONG Colômbia -MESA); María Eugenia Rojas e Ana María Encina (Acobol-Bolivia); Álvaro Ramis e Alicia Sánchez (ACCIÓN).

O documento “Alternativas democráticas contra as desigualdades e as injustiças em tempo de crise global” está disponível:

Em francês

Em espanhol

Em português


 


Documentos de posição
Alternativas Democráticas Contra a Desigualdade e Injustiça, em tempos de Crise Global
DOCUMENTO DA MESA DE ARTICULAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES NACIONAIS E REDES DE ONG DA AMÉRICA LATINA E CARIBE O mundo está enfrentando momentos de importantes definições. Vivemos em meio a uma série de crises mundiais que têm dimensões financeiras, econômicas, (...)


Documentos das Plataformas  
Documento de referência
ALTERNATIVAS DEMOCRÁTICAS CONTRA A DESIGUALDADE E A INJUSTIÇA, EM TEMPOS DE CRISE GLOBAL
Le 30 de Outubro de 2009, O mundo está enfrentando momentos de importantes definições. Vivemos em meio a uma série de crises mundiais que têm dimensões financeiras, econômicas, energéticas, alimentares e climáticas, que coincidem, confluem e se combinam mutuamente e que exigem rápidas e profundas decisões. Se não se assume a gravidade desta situação, as condições de vida em todo o mundo serão afetadas, provocando efeitos difíceis de prever, mas que sem dúvida prejudicarão de modo especial os países do Sul.
APD - financiamiento para el desarrollo Desigualdades
ALTERNATIVAS DEMOCRÁTICAS CONTRA LA DESIGUALDAD Y LA INEQUIDAD, EN TIEMPOS DE CRISIS GLOBAL
Le 16 de diciembre de 2008, Nos preocupa de sobremanera la disminución sistemática de la participación de América Latina y el Caribe en el flujo total de cooperación oficial al desarrollo, que ha descendido de un promedio del 13 % en el período 1980-2000, al 9 % entre el 2002 y el 2006.