Introdução: elementos para a definição
As plataformas nacionais de ONGs reúnem a maior parte das ONGs (de desenvolvimento, de emergência e ambientais) que lutam no dia-a-dia ao lado das populações mais marginalizadas. Elas são, por conseguinte, melhor equipadas para perceber os impactos da globalização, as causas da pobreza e do subdesenvolvimento e as conseqüências diretas das políticas públicas conduzidas por instituições nacionais, regionais e internacionais.
A fim de dar conta das realidades observadas no campo pelas suas associadas, as plataformas nacionais de ONGs, no quadro de suas atividades de advocacy, desenvolvem um trabalho de vigilância, de acompanhamento das negociações regionais e internacionais intergovernamentais, e de diálogo e pressão frente aos governos e às instituições relevantes.
Como representantes de grande parte do setor não governamental de seu país, as plataformas nacionais de ONG interagem freqüentemente como interlocutoras privilegiadas de seu governo. Elas podem, portanto, influenciar de forma eficaz as posições defendidas pelo seu país sobre os grandes desafios ligados ao desenvolvimento.
Esta rubrica «A diplomacia não governamental» do Centro de recursos internacional apresenta os documentos de posições, de recomendações, de análise e de avaliação alternativa promovidos por uma ou várias plataformas nacionais, sobre os grandes desafios regionais e internacionais. Estes documentos permitem dar destaque à diversidade de vozes das sociedades civis organizadas, tanto do Norte quanto do Sul, sobre temáticas tão diversas como o financiamento do desenvolvimento, o acompanhamento do G8 e da OMC, os direitos humanos, a proteção do meio ambiente, etc.
Este exercício, que nossas organizações chamaram de «diplomacia não governamental», foi inspirado num documento redigido por Jorge Eduardo Durão, ex-diretor geral da ABONG, e Henri Rouillé d’Orfeuil, presidente de Coordination SUD, Papel das ONGs no debate público e nas negociações internacionais .